sábado, 22 de abril de 2017

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NOVO MEMBRO A ACADEMIA NORTE-RIOGRANDENSE DE LETRAS


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      O professor, médico e escritor Daladier Pessoa Cunha Lima, é o mais novo membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL), eleito, pela unanimidade dos votantes,  na Assembleia Geral Extraordinária do dia 18 passado, na ANRL.
        Daladier foi Reitor da UFRN e hoje é um dos fundadores e atual Reitor da UNI-RN, é Sócio Honorário do Rotary Clube de Natal - Sul, onde exerceu diversas funções, inclusive a presidência do Clube num gestão bastante produtiva. Os seus companheiros do RC Natal Sul se regozijam com sua eleição e parabenizam a todos os familiares.
 
                   PARABÉNS AO NOVO IMORTAL

sexta-feira, 21 de abril de 2017

   TIRADENTES

Dia de Tiradentes é comemorado em 21 de abril, e é  um feriado nacional no Brasil.Esta data homenageia a figura do herói nacional Joaquim José da Silva Xavier, popularmente conhecido por “Tiradentes” (referência ao seu ofício de dentista).
A celebração desta data é importante porque Tiradentes é considerado um dos bravos brasileiros que lutou pelo desejo de independência do Brasil das explorações e domínio dos portugueses.
Tiradentes foi  dentista, comerciante, minerador, militar e ativista político brasileiro, e atuava na época do Brasil Colonial nas capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro.Por sua atuação política ficou conhecido como herói nacional e um mártir da Inconfidência Mineira, e a data em que ele foi executado, 21 de abril, se transformou em feriado nacional em sua homenagem.É considerado um grande líder por ter lutado por seu povo e seus ideais, apesar de ser o mais humilde entre todos os membros do movimento, Tiradentes foi quem assumiu as maiores responsabilidades.
          No ano de 1789, uma parte da população de Minas Gerais fez uma tentativa de revolta separatista contra o domínio dos Portugueses no Brasil. Tiradentes foi o maior ativista desse movimento e o único condenado à morte por enforcamento.
            Tiradentes foi enforcado e posteriormente esquartejado, no Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1792. Partes de seu corpo foram expostos nos principais centros urbanos do Rio de Janeiro e Minas Gerais. A sua casa foi queimada e todos os seus bens confiscados.
         Por este motivo, as suas ações são reconhecidas como atos heroicos que lhe garantiram o status de importante figura histórica brasileira. 
            O nome de Tiradentes está escrito no Panteão da Pátria e da Liberdade Brasileiro (conhecido como o “Livro dos Heróis da Pátria”) desde 21 de abril de 1992.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

SEU JOÃOZINHO DA FENAT
                                              
                     Francisco Jadir Farias Pereira

João  Batista de Paiva, é um  amigo e companheiro  rotariano, ex servidor da Rede Ferroviária  e desportista, ex Presidente da Federação de Esportes de Natal, FENAT, entidade que lhe marcou pela sua grande administração e por isso ficou conhecido no mundo esportivo como Joãozinho da FENAT.  Pessoa alegre, bonachão e de boa proza, tem como peculiaridade sua habilidade em contar piadas dando a elas, por mais simples que sejam um toque de sua inteligência e graça, fazendo rir seus interlocutores.
Nascido em Nova Cruz-RN, muitas vezes o instiguei afirmando que sua cidade natal “foi província de Santa Cruz (a minha cidade natal). Até então, na verdade não tinha conhecimento de suas origens e, passei a pesquisar.
De Santa Cruz, já tinha conhecimento do episódio de sua denominação atual, cuja lenda refere-se a aposição de uma cruz de uma madeira originária de uma árvore (arbusto) então existente na região e que dava nome ao rio que margeia a Cidade: Inharé.  A lenda atribui a uma cruz da madeira do Inharé que, após aposta em frente a igreja da cidade, deu origem a um “milagre” com o surgimento de água potável, num período de uma grande seca na região.
Mas, e Nova Cruz? O que tem a ver com inharé, era essa a pergunta! Pesquisando encontrei que a hoje Nova Cruz, teve origem de uma povoação inicialmente denominada de Urtigal, decorrente da existência de grande  incidência de urtiga (LAMIUM ALBUM) e pertencia ao município de Vila Flor. Posteriormente, passou, face a um episódio que corria boca a boca  e que virou lenda, assim narrada pelo pesquisador Professor Manoel Dantas, que publicou livro a respeito e assim narrado pelo poeta Marciano Medeiros num dos seus cordéis:

“Falou sobre um caçador,
 perseguindo enorme anta,
 por ter espírito maligno,
essa fera a tudo espanta
 e depois de ser cortada,
 o terror se agiganta.

Um morador se levanta
Com tirania brutal,
Em oitocentos e treze
Fez talho no animal,
que estribuchou e fugiu
pro meio do matagal.

Mas a entidade mal
Da fera fez possessão,
 por faltar tira de couro
no bicho em dominação,
chamaram de Anta Esfolada
aquela  povoação.

Foi grande a judiação
Feita por homem sagaz,
Que aprisionou a anta
E fez um plano voraz,
De sacrificar o bicho,
Usado por satanás.

Os odores infernais,
Naquele treze de agosto,
Fizeram Jesus no Céu
Sentir bastante desgosto
E o bicho mutilado,
Manteve a força do encosto

Conforme o que foi exposto
E pelo povo contado,
Muitos viram o animal
Correndo desesperado,
Pra se espojar nas fazendas,
onde espantou muito gado

O drama foi divulgado
Nas casas da região,
O terrorismo da anta
Que assombrava até cristão
e, por mais de trinta anos,
 ela fez aparição

Houve peregrinação
dum padre bem popular,
 Frei Serafim de Catânia
Veio conhecer o lugar
E o povo suplicou,
Para o demônio expulsar.

O padre mandou buscar
Muitos galhos de inharé,
na bonita Santa Cruz,
Uma cidade de fé,
Onde o povo era apegado
A Jesus de Nazaré.

Dos galhos de inharé
Fizeram cruz com esmero
E o padre rezou bastante
Num exorcismo sincero,
Depois botou essa cruz
Na Praça do Marco Zero.

Usando estilo sincero,
A missa foi celebrada,
Em trinta e um de dezembro
De maneira ponderada
E a anta logo sumiu
Ficando imortalizada.

Deste modo foi trocada,
velha denominação,
No fim de quarenta e seis
A nova povoação,
Bem no século dezenove,
                            Virou Nova Cruz, então.”

O Poeta prossegue seu cordel enaltecendo a cidade,  diversos dos seus ilustres personagens, dentre eles, poetas, escritores, políticos e outros populares conhecidos.

Como Joãozinho Paiva, pessoa ilustre, grande amigo, administrador e esportista de Skol não foi contemplado pelos versos do poeta, pensei em lhe fazer uma pequena homenagem, em versos, sem muita rima, sem muita poesia, mas que expressam o sentimento meu e, certamente,  de muitos dos seus companheiros e amigos espalhados por Natal e Pelo Rotary Clube de Natal Sul, do qual fazemos parte e assim, escrevi:

O poeta Marciano em versos historiou

Sua cidade querida com bela historia contada

Que passou de  Urtigal, para Anta Esfolada

E Precisou de ajuda

de uma terra distante,

Para espantar os mistérios

De um primo de elefante,


A Anta fugiu de vez,

Quando um padre ali  fez,

Reza forte e uma cruz

Foi buscar em Santa Cruz,

Uma  solução de fé

A fera numa  carreira

Sumiu que nem uma luz

E a como votos de fé

 Agradecida ao Inharé

A cidade  passou

A se chamar, NOVA CRUZ.



Mas o poeta esqueceu

De falar de um  grande nome

Que enobrece a cidade
,
Como exemplo de homem
,
Que  de  trem foi pra Natal,

E de modo genial,

Trabalhou muito no esporte,

Com muita luta e sorte,

E  de tanto se esforçar

Fez  sucesso no combate

Que passou a ser chamado

,
SEU JOÃOZINHO DA FENAT.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

                                 O PERIGO DO TELEFONE DESLIGADO!
                                                                            
                                                                   Jadir Farias


Na última Quinta-feira da Semana Santa,(13/04/2017) compareci a uma solenidade durante a tarde e parte da noite. Falei a minha esposa que voltaria pelas 18:00h.
 Mais ou menos nesse horário, e como a reunião iria continuar, avisei, via mensagens,  que iria demorar a chegar  pois  seria servido um jantar que perdurou até às  21:30h. Saliente-se que nesses encontros não são permitidos a utilização de telefones.
Ao chegar em casa, encontrei um clima diferente, Juliana (filha) bastante nervosa e Ídia,  impaciente, Notando a aflição das duas, indaguei: o que houve? Ela me respondeu com uma pergunta: Meu filho, por que não respondeu  às mensagens? estávamos muito preocupadas com o seu silêncio!!!
- O que aconteceu? repeti.   então, Ídia, mais calma, iniciou a narrativa:

Juliana recebeu uma ligação de "Tia ..." que, sem que ela (Juliana) pudesse falar foi relatando que "seu pai (eu) tinha vivido os últimos momentos, na UTI, com muita serenidade e tinha ido em paz, afirmando ainda que uma de suas filhas  (médica) havia assistido os últimos momentos do seu pai, que ele estava muito sereno ao falecer" e desenrolou um "rosário de  mensagens consoladoras".
Parou de falar desligou e o telefone,  Juliana começou a tremer, e chorando, informou a Ídia o ocorrido. Imaginem o terror que sentiram: há pouco dei notícias que estava em reunião e,  com o telefone desligado, não respondia a nenhuma mensagem. 

Idia liga para a mãe contando o ocorrido.  Ela e a outra filha, de imediato falaram que iriam até nosso apto. para apoio e que Ídia deveria ir até o local da reunião para ser melhor informada do ocorrido. Foi aquele clamor!  
Em seguida, com  mais conversa e interpretações,  Idia deduziu que se houvesse acontecido algo comigo certamente os meus companheiros fariam imediato contato e, ainda que  mais, a médica que supostamente assistiu o desenlace não é plantonista e dificilmente seria contactada numa emergência. Poderia ser uma notícia errada.  Ficou mesmo assim a dúvida...

Ao chegar em casa, quando viram que o falecido não era eu, foi tudo esclarecido: o "de cujus" foi o pai de outra Juliana também amiga da família da "Tia ..." mensageira! 

Juliana, mais calma lamentou: "Ninguém merece uma notícia dessas à véspera do aniversário..."

De tudo fica constatado que telefone celular hoje  em dia não pode ser desligado pois os usuários querem respostas imediatas. A falta de uma simples resposta pode causar grande confusão, sobretudo ante a tanta insegurança e violência urbana.                       
.PROFESSOR CARLOS GOMES – O EMÉRITO.
        Odúlio Botelho Medeiros-IHG-RN

“Feliz o homem que acha sabedoria e o homem que adquire conhecimento”. (Provérbios- 3:13).
        Mais uma vez escrevo, com alegria, sobre o meu ilustre e querido amigo Carlos Roberto de Miranda Gomes – Carlos Gomes para os íntimos. No distanciado mês de agosto de 2005, no âmbito das comemorações da SEMANA DO ADVOGADO, justamente quando a OAB/RN o homenageou, o então Presidente Seccional Joanilson Paula Rego designou-me para saudá-lo em nome da entidade. Naquele momento, assim manifeste-me, em alguns tópicos:
“(...) Carlos é uma personalidade múltipla, pois consegue ser, com muito gabarito, professor universitário, advogado, pesquisador, historiador, escritor, conferencista e destacado orador”.
“(...) Se Carlos Gomes é brilhante professor de Direito Tributário de nossa Universidade Federal, com livros publicados sobre tão importante disciplina, sabe manejar o direito com formas simples e objetivas, sem alardes, sem culto a personalidade e desprovido de soberba”.
“(...) Sou testemunha ocular dessa trajetória de uma vida útil à sociedade e ao seu tempo”.
“(...) Dizia o magistral Ortega y Gasset que ‘os indivíduos à semelhança das gerações têm destino preestabelecido, do qual não se pode afastar, sob pena de censura da sociedade’. Com toda certeza, Carlos não se afastou da sua destinação; ao contrario! É força atuante e ativa no perpassar de sua vida, no conviver com o tempo presente e o permanente compromisso com as gerações do futuro”.
        Repito, agora, já decorridos quase 12 anos das palavras acima transcritas, que Carlos Gomes continua firme e inabalável. Em 2015 foi eleito membro da Academia Norte-riograndense de Letras. Presidiu – com a dinâmica de sempre- a Comissão da Verdade da UFRN, instituída pela magnífica Reitora Ângela Maria Paiva Cruz, o que redundou na publicação de um alentado trabalho relatando todos os fatos apurados. Essa contribuição, inegavelmente, transpõe as dimensões universitárias e a própria história do Estado.
        Recentemente, a Universidade concedeu-lhe o justo título de Professor Emérito, em reconhecimento ao efetivo exercício do magistério por 35 anos, com muito entusiasmo e comprovada eficiência.
        Sobre a contribuição de Carlos Gomes à cultura potiguar já se manifestaram, além de tantos outros autores contemporâneos, o advogado João Medeiros Filho, no seu livro Contribuição a História Intelectual do Rio Grande do Norte – fls. 111/2 e o Escritor Jurandyr Navarro no livro “Rio Grande do Norte- Conferencistas”.

        Por fim, Carlos Gomes, parabenizo-o pelo novo galardão. Você é mesmo um professor emérito, de fato e de direito. Representa a vitória de nossa geração.