Jadir Farias
Na última Quinta-feira da Semana Santa,(13/04/2017) compareci a
uma solenidade durante a tarde e parte da noite. Falei a minha esposa que
voltaria pelas 18:00h.
Mais ou menos nesse
horário, e como a reunião iria continuar, avisei, via mensagens, que iria
demorar a chegar pois seria servido um jantar que perdurou até às
21:30h. Saliente-se que nesses encontros não são permitidos a utilização
de telefones.
Ao chegar em casa, encontrei um
clima diferente, Juliana (filha) bastante nervosa e Ídia, impaciente,
Notando a aflição das duas, indaguei: o que houve? Ela me respondeu com uma
pergunta: Meu filho, por que não respondeu às mensagens? estávamos muito
preocupadas com o seu silêncio!!!
- O que aconteceu? repeti.
então, Ídia, mais calma, iniciou a narrativa:
Juliana recebeu uma ligação de "Tia ..." que, sem que
ela (Juliana) pudesse falar foi relatando que "seu pai (eu) tinha vivido
os últimos momentos, na UTI, com muita serenidade e tinha ido em paz, afirmando
ainda que uma de suas filhas (médica) havia assistido os últimos momentos
do seu pai, que ele estava muito sereno ao falecer" e desenrolou um
"rosário de mensagens consoladoras".
Parou de falar desligou e o
telefone, Juliana começou a tremer, e chorando, informou a Ídia o
ocorrido. Imaginem o terror que sentiram: há pouco dei notícias que estava em
reunião e, com o telefone desligado, não respondia a nenhuma
mensagem.
Idia liga para a mãe contando o ocorrido. Ela e a outra
filha, de imediato falaram que iriam até nosso apto. para apoio e que Ídia
deveria ir até o local da reunião para ser melhor informada do ocorrido. Foi
aquele clamor!
Em seguida, com mais
conversa e interpretações, Idia deduziu que se houvesse acontecido algo
comigo certamente os meus companheiros fariam imediato contato e, ainda que
mais, a médica que supostamente assistiu o desenlace não é plantonista e
dificilmente seria contactada numa emergência. Poderia ser uma notícia errada.
Ficou mesmo assim a dúvida...
Ao chegar em casa, quando viram
que o falecido não era eu, foi tudo esclarecido: o "de cujus" foi o
pai de outra Juliana também amiga da família da "Tia ..."
mensageira!
Juliana, mais calma lamentou:
"Ninguém merece uma notícia dessas à véspera do aniversário..."
De tudo fica constatado que telefone celular hoje em dia não
pode ser desligado pois os usuários querem respostas imediatas. A falta de uma
simples resposta pode causar grande confusão, sobretudo ante a tanta
insegurança e violência urbana.
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