sexta-feira, 14 de abril de 2017

                                 O PERIGO DO TELEFONE DESLIGADO!
                                                                            
                                                                   Jadir Farias


Na última Quinta-feira da Semana Santa,(13/04/2017) compareci a uma solenidade durante a tarde e parte da noite. Falei a minha esposa que voltaria pelas 18:00h.
 Mais ou menos nesse horário, e como a reunião iria continuar, avisei, via mensagens,  que iria demorar a chegar  pois  seria servido um jantar que perdurou até às  21:30h. Saliente-se que nesses encontros não são permitidos a utilização de telefones.
Ao chegar em casa, encontrei um clima diferente, Juliana (filha) bastante nervosa e Ídia,  impaciente, Notando a aflição das duas, indaguei: o que houve? Ela me respondeu com uma pergunta: Meu filho, por que não respondeu  às mensagens? estávamos muito preocupadas com o seu silêncio!!!
- O que aconteceu? repeti.   então, Ídia, mais calma, iniciou a narrativa:

Juliana recebeu uma ligação de "Tia ..." que, sem que ela (Juliana) pudesse falar foi relatando que "seu pai (eu) tinha vivido os últimos momentos, na UTI, com muita serenidade e tinha ido em paz, afirmando ainda que uma de suas filhas  (médica) havia assistido os últimos momentos do seu pai, que ele estava muito sereno ao falecer" e desenrolou um "rosário de  mensagens consoladoras".
Parou de falar desligou e o telefone,  Juliana começou a tremer, e chorando, informou a Ídia o ocorrido. Imaginem o terror que sentiram: há pouco dei notícias que estava em reunião e,  com o telefone desligado, não respondia a nenhuma mensagem. 

Idia liga para a mãe contando o ocorrido.  Ela e a outra filha, de imediato falaram que iriam até nosso apto. para apoio e que Ídia deveria ir até o local da reunião para ser melhor informada do ocorrido. Foi aquele clamor!  
Em seguida, com  mais conversa e interpretações,  Idia deduziu que se houvesse acontecido algo comigo certamente os meus companheiros fariam imediato contato e, ainda que  mais, a médica que supostamente assistiu o desenlace não é plantonista e dificilmente seria contactada numa emergência. Poderia ser uma notícia errada.  Ficou mesmo assim a dúvida...

Ao chegar em casa, quando viram que o falecido não era eu, foi tudo esclarecido: o "de cujus" foi o pai de outra Juliana também amiga da família da "Tia ..." mensageira! 

Juliana, mais calma lamentou: "Ninguém merece uma notícia dessas à véspera do aniversário..."

De tudo fica constatado que telefone celular hoje  em dia não pode ser desligado pois os usuários querem respostas imediatas. A falta de uma simples resposta pode causar grande confusão, sobretudo ante a tanta insegurança e violência urbana.                       

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